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IPHAN e o dia Nacional do Patrimônio Cultural

Você sabia que no dia 17 de agosto foi comemorado o Dia Nacional do Patrimônio Cultural? Vem com a gente para entender essa história!

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Entende-se por Patrimônio Cultural o conjunto de bens materiais e imateriais, tradições, manifestações, ritos, crenças, e etc que são reconhecidos como essenciais para a identidade cultural de um país ou civilização. 

Essa data foi criada para comemorar a Memória brasileira, além de homenagear Rodrigo Melo Franco de Andrade, tendo sido criada no centenário de seu nascimento, em 1998.

Doutor Rodrigo, como era conhecido, foi um dos principais personagens que lutaram pelo patrimônio cultural brasileiro. Nascido em 17 de agosto de 1898, era advogado, e na política brasileira ocupou o cargo de chefe do gabinete do Ministério da Educação e Saúde Pública. Ele integrou o conjunto de intelectuais e artistas do movimento modernista, ao mesmo tempo, foi o maior encarregado de estabelecer o vínculo jurídico do Patrimônio Cultural, durante a gestão de Gustavo Capanema no Ministério referido anteriormente.

A consolidação do trabalho do Dr. Rodrigo foi a criação do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico), em 1937, e foi presidente da instituição até 1967. Ao término de suas atividades, o IPHAN estava devidamente estabelecido e foi reconhecido não apenas no Brasil como internacionalmente. Para o cenário brasileiro, a criação da instituição inspirou uma política pública dedicada para o patrimônio cultural imaterial, além de inspirar outros países a implementar políticas de Estado semelhantes. Ao longo da constituição dessa política, tivemos como saldo a salvaguarda e reconhecimento da cultura brasileira, incluindo os diferentes ritos, saberes e celebrações de todos os diferentes povos que constituem o país. 


IPHAN ontem e hoje: 


Em 1936, quando estava à frente do Ministério da Saúde e Educação, Gustavo Capanema solicitou que o poeta modernista Mário de Andrade, escrevesse o pré-projeto de criação do IPHAN, denominado inicialmente como Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. No ano seguinte, a instituição foi criada através da lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, e sua missão é “promover e coordenar o processo de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro para fortalecer identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país''.

Rodrigo de Melo Franco de Andrade foi o primeiro diretor da instituição, e durante 30 anos desempenhou essa função junto a outros grandes nomes do movimento modernista brasileiro.


Ao longo de seus 84 anos de história, a instituição tem como principais desafios preservar e dar acesso aos patrimônios culturais brasileiros, além de conscientizar e atrair a participação do poder público e da sociedade civil no debate. Atualmente o IPHAN está presente em todas as capitais dos estados brasileiros, no Distrito Federal e desempenha trabalhos em parceria com todas as instâncias governamentais, ONG’s e instituições de ensino.


Curiosidade: De acordo com a PORTARIA Nº 135 DE 13 MARÇO DE 2013, “o Prédio da Light – Bloco I, na Av. Marechal Floriano nº 168 é foi tombado pelo IPHAN através do Processo de Tombamento nº 1146-T-85, inscrito sob o nº 525, folha 9, volume I do Livro Histórico e inscrito sob o nº 595, folha 18, volume I do Livro das Belas Artes, em 13 de junho de 1988”.

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